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Top 5 Livros para Entender o Racismo no Brasil!

Novamente pedi para Igor Da Silva estudante de História da USP preparar mais uma lista carregada com as fontes ideais para que possamos entender a questão do racismo no Brasil. Afinal, essa discussão não é só válida como necessária e para mudarmos o nosso presente precisamos entender como chegamos até aqui. 

"Pensar em racismo no Brasil de 2020 é pensar em um racismo estrutural, que remonta ao nosso passado histórico, um país que ao longo de sua História construiu uma sociedade complexa e de raízes profundas ligadas na violência e hegemonia do capitalismo. Pensar em racismo no Brasil é pensar em sufocamento de grupos, é pensar em gênero e é pensar em resistência." Afirmou Igor.

- Top 5 Livros para Entender o Fascismo.


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 Jaime Pinsky

Jaime Pinsky é historiador e professor universitário com uma vasta carreira na UNESP e UNICAMP. Neste livro, o autor visa refletir a escravidão no Brasil pensando em temas importantes e curiosos.

Dentre os temas tratados, o autor explora a vida cotidiana dos escravos, a sexualidade, o tema da resistência e o papel do tráfico negreiro. 

Esse livro se insere na coletânea da Editora Contexto chamada “Repensando a História” onde uma série de historiadores comentam sobre temas variados com as ideias mais atuais que a academia está pensando. São livros curtos e buscam ser dinâmicos, com linguagem simples.


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Emilia Viotti Da Costa

Um dos nomes mais importantes da historiografia brasileira! Atuou professora de 64 a 69 na USP, mas foi afastada com “aposentadoria compulsória” pelo regime militar. Após isso Emília Viotti, em 1973, passa a atuar como professora da Universidade de Yale nos EUA.

Lá ela recebeu diversos prêmios pela sua contribuição essencial para entendermos a escravidão e a resistência dos povos africanos escravizados. Seu trabalho é obrigatório para qualquer principiante nos estudos de História.

Nesse livro, assim como Jaime Pinsky, a autora cria um questionamento sobre o sentido da escravidão no Brasil. Ao mesmo tempo que a narração envolvente maravilha, também assusta por nos levar de forma tão viva aos tempos da abolição da escravidão. Essa obra nos coloca de cara com a verdade, depois de séculos de trabalhos compulsórios forçados, vidas negras foram abandonados para sobreviverem a sua própria sorte.




CONCEIÇÃO EVARISTO


O romance elaborado pela escritora negra Conceição Evaristo aborda a situação dos afro-brasileiros nas regiões urbanas, tratando de temas duros e profundos para a sociedade brasileira, como a desigualdade. 

Ao pensar nesses temas, a autora nos leva a refletir sobre a pobreza e a violência com uma escrita crua, sem muita “romantização” sobre o tema. Um ponto altamente positivo é a representatividade feminina presente nos contos além da religiosidade afro-brasileira.

Tramas duras e complexas, dilemas áridos, porém comuns e conhecidos por todos os brasileiros. Vale o desafio para repensar a atual posição do negro em uma sociedade desigual e que a cada dia piora, ainda mais com o avanço da pandemia nas favelas.


    


DJAMILA RIBEIRO

A pergunta que é título do livro da filósofa e escritora é intrigante e chamativo, sendo isso visível do início ao fim da leitura. Aqui nos deparamos com um compilado de artigos para o blog da Carta Capital, escritos por uma mulher negra, falando sobre experiências pessoais com o racismo. Também são tratados casos famosos de racismo como o ocorrido com a jornalista Maju Coutinho em redes sociais.

Porém nosso destaque vai ao cerne da obra, o feminismo negro. Para a autora, o tema do feminismo negro é algo necessário a ser debatido pois a mulher negra sofre uma combinação de opressões (racismo e machismo), onde a combinação dessas duas coloca a mulher negra em uma situação mais complexa entre as minorias e que levam a reivindicações diferentes. 

Não somos grandes leitores sobre o tema feminismo, tão pouco temos direito de fala, contudo nunca é tarde pra se aprimorar no tema e o trabalho de Djamila Ribeiro é um ótimo início.




SUELI CARNEIRO

O livro compila uma série de artigos da autora Sueli Carneiro, onde os textos são colunas de opinião que a mesma publicou em jornais. Com uma análise profunda e maturada de pensamentos políticos que se difundem entre os ativistas negros, a autora em seu trabalho abre caminho para pensar as formas de ocupações da população negra, suas reivindicações, o cotidiano opressor nos mais variados âmbitos e muito mais. 

Destacamos aqui as reflexões da autora sobre quem é de fato negro, em que a autora faz críticas bastante pertinentes a mídia. As formas de fortalecimento de estereótipo, não perceptíveis nos mais variados âmbitos da sociedade brasileira. É necessário que repensemos a forma como negro é representado na TV, nos filmes, nas propagandas e o trabalho de Sueli Carneiro nos leva a refletir sobre.

Por exemplo, quão problemático é termos um único negro em em grande parte das novelas enquanto que este ocupa um papel de trabalho braçal.


Dicas rápidas de conhecimento público

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